domingo, 1 de junho de 2008

passé composé

O garoto olhava o mundo como quem olha algo extremamente novo e incrível, como quem não tem medo do tempo que pode passar, como uma criança que não sabe o que a palavra “tempo” significa. Talvez nesse ponto todos nós tenhamos inveja desses garotos que levam a vida como nós levamos o nosso momento de calmaria, rodeados de tudo e sem o mínimo de intenção de nos mexermos. A dúvida que resta é muito simples: somos nós pessoas que vivem em função do passado? Seria o nosso futuro algo ligado ao que já aconteceu?

Confesso ter medo desse tipo de idéia. Confesso que me assusta a possibilidade de necessitarmos viver nossas vidas buscando o que o passado nos proporcionou. A cada conversa com amigos, a cada história contada de uma maneira divertida, lembrando a todos que o passado foi engraçado e que mudamos muito nesse ínterim, esse medo aumenta. No entanto, nos erguemos em nossos saltos, em nossas poses de Marlon Brando n'O Poderoso Chefão, na nossa segurança inventada. Acabamos por procurar na nossa vida boêmia uma razão para permanecermos discutindo nossa filosofia de bar, para continuarmos a tentar encontrar nos copos, nos rostos, nas multidões algo que nos faça único e que, ao mesmo tempo, nos faça igual a todos os outros. Sentamos em nossas casas, sozinhos, olhando para a janela, como se dela fosse surgir uma solução para o nosso marasmo. Abrimos um garrafa de vinho qualquer, servimos nossas taças como quem quer servir a sua taça de vida, de música, de emoções. Largamos nosso pessimismo momentaneamente e andamos em busca de uma luz que nos guie, que nos faça viver com a intensidade merecida. Nos jogamos nos braços de desconhecidos que nos convidam a dançar.

sábado, 31 de maio de 2008

Saindo sozinha

E desde quando sair sozinha é um problema?
Em uma noite de sexta-feira, no Garagem Hermética, eu resolvi ser feliz e sair sozinha, só para poder transitar entre os núcleos de conhecidos. Cheguei cedo (23h) e fui direto pro bar, o que é o comum. Pouca gente, muito frio, casais se agarrando no meu lado e eu no bar, agarrada na minha cerveja quase congelada - de verdadinha. Não demorou muito pra alguém - uma menina - chegar no bar, ficar no meu lado e fazer a grande questão: "tu estás sozinha?". Eu disse que sim, com um aceno de cabeça. Aí começou toda a ladainha...
"Ah, mas senta com a gente. Eu já saí sozinha, é uma droga". Desde quando sair sozinha é um problema? Eu tenho ótimos momentos comigo mesma quando saio sozinha. Claro que, às vezes, perco as estribeiras. Mas, ah, é a vida, Hegel!
O caso é que estar sozinha numa sexta-feira à noite, num bar, não é um problema. Nem um pouco. Na verdade, eu confesso que em um momento eu tive vontade de ir para casa escrever, ler e fazer qualquer coisa que me esquentasse no frio. No entanto, seria uma noite cu em casa - e nada pode ser pior do que uma noite cu em casa. Nem sair sozinho.
Tomadas algumas cervejas - uns copos de "brinde" do barman, já que a cerveja tinha congelado e eu era a forma dele não precisar colocar a cerveja fora, estava eu, deslumbrante, feliz e reluzente andando nos meus mais novos saltos rumo à rua, querendo pegar um frio. Nesse momento acabou o tempo de estar sozinha. Logo chegam as pessoas, logo se rouba cerveja das pessoas, logo a pessoa se pega indo até o chão (mais conhecido como "marlonbrando até o chão") com mais dois amigos ao dançar Aerosmith, logo a pessoa se pega falando de Coco Chanel na rua com alguém com quem mal se trocou algumas palavras na vida. O mais estranho? No dia seguinte a pessoa se pega olhando pro celular e vendo que tinha dado o seu número pra alguém que nem conhecia e que essa pessoa ligou.
É, noites sozinha fazem bem a partir do momento que acaba a bobajada da pena sentida pelos outros por tu estares sozinha.
E, it's official: eu vou sair muito mais vezes sozinha. oh, yeah, i will!
Nada como uma cerveja no frio e pessoas novas.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Atrasos!

Após longas férias de dois meses, volto a postar aqui no Achados e Perdidos! E volto falando de um assunto que realmente me deixa irritada: atrasos! Porém, me refiro a atrasos masculinos - não que os femininos não me deixem perturbada; eles deixam, e muito!

Durante inúmeras vezes, nós, mulheres, somos chamadas de diversos nomes sendo o mais comum "noiva", que serve para designar as possíveis razões para os nossos atrasos. Demoramos demais para nos arrumar, demoramos demais para escolher uma roupa, demoramos demais para sair dos nossos prédios... A questão é: e os homems? Não deveriam ser chamados de noivos da mesma maneira?

Na verdade esse "preconceito" não se restringe à atrasos, englobando fofocas, picuinhas e vingança. Essa mania de dizer que as mulheres são muito rancorosas, que são megeras e vivem falando - nesse contexto usado como eufemismo de "falando-mal-da-vida-alheia - está mais do que ultrapassado.

No entanto, retomando o assunto incial, os atrasos masculinos precedem o mais engraçado de toda a história: a desculpa para o atraso. Alguns são sinceros e lhe dizem que demoraram para chegar porque viram alguma coisa que lhes chamou a atenção e (como são bobos!) resolveram ficar mais um pouquinho. Foram ficando, ficando e perderam a hora. Do outro lado existem aqueles que não têm o mínimo de criatividade a acabam dizendo que o pneu do carro furou, que a tia da vó do namorado da vizinha morreu... enfim, nada que seja passível da nossa confiança. No geral, o que queremos é um pouco mais de respeito e uma singela mensagem avisando o atraso. Nada mais justo!

sábado, 20 de outubro de 2007

Bettie Page

Sim, depois de mais de mês sem postar, cheia de coisas atrasadas, cá estou eu, novamente, postando o quê? Besteira!




You are Bettie Page



Girl next door with a wild streak

You're a famous beauty - with unique look

And the people like you are cultish about it



Êê modinha.
Mas eu gosto.

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

Total descaso

Sim, é "modinha" e eu, como boa pessoa totalmente desocupada interada dos assuntos políticos da pátria, resolvi me pronunciar frente à putaria que virou essa nação. Não é novidade que toda hora se acha um novo problema e muito menos que ele é resolvido da forma mais cômoda já inventada: não resolvendo merda nenhuma e absolvendo todo mundo.
Não era muito necessário esperar até as 3 da tarde de ontem pra descobrir que o titio Renan ia ser absolvido de tudo. E igualmente não era novidade que a china Mônica Veloso ia sair mostrando tudo em alguma revista bacaninha.
É, minha gente, o supimpa agora é liberar a mixaria (sendo pago por tal "feito"), virar traficante (igualmente bem remunerado) e/ou virar político - de preferência presidente: a pesssoa se aposenta com 8 anos de trabalho, ganha uma fortuna e tem os filhos fazendo festa em Brasília. Eu digo "e/ou" porque, atualmente, pode-se fazer de tudo nesse mundo. Pode até parecer provinciano pensar assim, mas, vamos ser sinceros, o que movimenta a vida é a putaria e o descaso.
Não, eu não estou postando alguma coisa do tipo "ei, eu estou indignada com tudo isso! abaixo o governo! viva a anarquia! etc...". Eu, diferentemente de muita gente (quero deixar claro que quando falo em gente me refiro a pessoas que tem noção da realidade e ainda lembram de não votar nos Collors da vida!), larguei de mão todo o espírito brasileiro do "não desisto nunca". Sinceramente, não tem como. É muito bonito pensar utopicamente e dizer que temos de unir forças, conscientizar as pessoas e tudo mais. No entanto, o que "nós" tentamos fazer sem sucesso algum, uma meia dúzia de gatos pingados fazem usando uma arma que nem o exército tem. E quando um civil tem esse tipo de coisa é sinal de que a coisa tá bem feia. Além do mais, temos tantas coisas para nos preocupar... um bom exemplo é como dar um jeitinho nas contas, colocando uma garrafa pet de água em cima do medidor de luz. Ora, convenhamos, alguém realmente acredita que isso dá certo? (E ai de quem vier me dizer que a tia-avó do vizinho do primo do pai do diabo a quatro faz e sempre dá certo! SEMPRE!)
No final do dia todo mundo tá é preocupado em tomar sua cerveja, ver seu futebol e ganhar na Mega Sena. Queremos é dinheiro fácil e diversão. Queremos agora, queríamos no passado e vamos continuar querendo no futuro.
Não é à toa que em toda cidade, quando recém-fundada, havia uma igreja, uma escola, um banco... e um putero!

domingo, 2 de setembro de 2007

Vida de Chef é difícir, é difícir de viver!

Morar sozinha é um "problema". Claro, é ótimo ter toda a privacidade do mundo, dormir à hora que quiser, não se preocupar com críticas sobre a altura do volume do som, essas coisas. No entanto, a parte ruim é sobreviver sem ficar na miséria. Cozinhar, pra mim, é um prazer. Já, para outras pessoas, é um problema! O Fanny comentou essa semana, que estava "morando sozinho" e precisava dar um jeito de se alimentar de alguma forma. Eu, que já estou "craque" nessa, preciso melhorar minhas receitas. É necessário cozinhar algo no mínimo comestível com poucas coisas (fico na esperança de um dia comprar minha mostarda inglesa!) e tê-las em casa já. Então, em um domingo nublado, pela tarde, sigo rumo à cozinha. O que eu tenho? Massa, leite, sopa instantânea, mostarda e ketchup, sal e... só! O mais divertido de tudo? Eu consegui fazer tudo isso virar uma massa com molho bom. Tá, talvez essa parte do "bom" seja resultante do meu desespero por comer alguma coisa, mas, de qualquer forma, ficou com um bom aspecto.

Qualquer hora dessas, quando eu não tiver mais o que fazer, escrevo um "manual para solteiros e/ou pessoas que moram sozinhas" e ganho uns trocados com isso!

Malditos!!!

Hoje eu provei minha completa loirice e inaptidão pra embutir legendas em filmes. Foram alguns dias atrás da legenda (sim, até parecia que eu procurava enquanto a legenda se escondia!) e mais algumas horas diretaço atrás de um programa que embutisse a legenda no arquivo de vídeo - aproximadamente 4 horas!
Nada parecia funcionar. Eu entrei na fase que tudo te dá dor de cabeça e, além disso, ainda te deixa burro. Nada funcionava, não achava nada que parecesse fazer sentido. No entando, garanto que se eu estivesse com o sono em dia, descansada e calma, eu teria conseguido no primeiro. E, poxa, o filme é tão foda... eu precisava conseguir legendar aquela bosta!
Daí o computador não colabora, reinicia do nada... é uma via sacra.

Felizmente, após muito esforço, muita indignação e muito xingamento, eu consegui! É, consegui fazer a coisa parecer dar certo, sendo que na verdade, deu errado. Ponto pra mim.
Agora, me encontro na minha última tentativa da noite! Se agora não for, farei justiça com minhas próprias mãos (não sei como, mas farei!).

Um breve post scriptum: por que razão, motivo, idéia esdrúxula chove todo domingo e me impede de ir pra Redenção? Depois ainda me reclamam da minha nerdice!