quinta-feira, 26 de junho de 2008
Homens vs. Mulheres!
Ok, é muito simples. Basta fazermos uma lista de prós e contras (eu decido tudo na minha vida com essas listas).
- Prós de ser homem: mijar de pé, mijar em qualquer lugar, mijar rápido... ah, sim! Não menstruar (acho que essa é a melhor parte), não ovular, não engravidar, pegar zilhões de mulheres e ser chamado de garanhão (enquanto nós, mulheres, somos chamadas de putas ¬¬).
- Contras de ser homem: não ter uma "desculpa" para gastar fortunas em sapatos e roupas (exceto gays - nada conta, amo vocês!), ter dificuldade de adentrar o círculo feminino.
É, como visto, a lista de prós é bem maior. No entanto, eu creio que a lista de "prós de ser mulher" seria maior do que a lista de "contras de ser mulher" e continuo acreditando que o grande trunfo masculino é o de poder mijar de pé em qualquer lugar e o de não menstruar. Mas, bom, não menstruar já é possível e mijar de pé a pessoa aprende - apesar de achar que fica meio complicado para uma mulher mijar em qualquer lugar.
Conclusão: a única vantagem de ser homem é poder mijar em qualquer lugar. Meio banal, não? Tantas outras coisas mais interessantes do que mijar...
Eu prefiro continuar sendo mulher, mesmo menstruando e tendo restrições pra mijar.
Agora, quanto ao fato de sermos consideradas putas por pegar meio mundo, bom, isso já é outra história...
sexta-feira, 20 de junho de 2008
Fazendo festa com a Joss Stone.
A noite era de festa anos 80 no opinião e de show da Joss Stone no Pepsi on Stage. Anos 80 de graça e JS (vamos abreviar pra ficar mais fácil) sabe deus quanto era. Isso sem contar que era tipo um pré-aniversário da Deny. Fomos todos (eu, Deny, Rafael, Juliano, Gabi e Joyce) pro Opinas convictamente. Dançamos Xuxa, Midnight Oil e todas essas coisas lindas - ou nem tanto - dos anos 80. Depois de ter visto mil pessoas conhecidas decidimos ir embora. Graaaaande fila no caixa e nada do Master passar. "Tá sem conexão de rede. Espera um pouco e volta!" Isso é o que eu mais adoro fazer, esperar às 3 e 15 da matina com os pés doendo, com sono e com sede. A-do-ro! No entanto, até foi legal o Master não ter passado. Saí de graça e bebi Marguerita. :D (pobre é foda)
Tá, o caso é que, quando eu já tava morrendo de sono, o Jules diz: "Olha ali, é a JS se agarrando com um monte de caras na área vip". HUAHUHUAHUAUH
Sim, JS, depois de um show, resolveu ir na festa mais trash (e que eu creio que, em determinados momentos de Xuxa, por exemplo, não faz sentido para estrangeiros) se agarrar. Sério. 3 da manhã? Não tinha nada melhor pra fazer, tipo o bar do hotel? O caso é que foi bem na hora de eu ir embora, o que foi muito triste. Eu não sou muito fã dela, conheço poucas músicas mas acho ela tri interessante. Podia ter tietado um pouco, mas os caras já tavam se mexendo pra eu poder sair for free, não podia perder essa oportunidade.
Então, resumo da noite: não falei com a estrela da noite, não tirei foto, mal vi a tia e saí de graça. Fair enough. E ainda posso dizer que estive em festa de gente famosa. Saldo positivo afu.
quarta-feira, 18 de junho de 2008
o (grande) mês de junho.
a) aniversário de um
b) aniversário do outro
c) comemoração de meses/anos de relação.
Talvez o natal entre nessa onda, posto que a tendência é que as pessoas troquem presentes. Mas, poxa, precisa fazer todo esse auê e entupir os lugares de coraçõezinhos? É quase como se os lugares estivessem gritando para nós, os solteiros, os perdedores, algo do tipo "viu? se deu mal! vai passar o dia dos namorados sozinho!".
Querem saber a realidade? Eu passei ótimos dias dos namorados (os últimos dois) "sozinha" e feliz. O primeiro foi regado a vinho e pizza com um amigo, "chorando" os foras, os traumas e os bolos levados. O último foi repleto de amigos, cervejas e um show legal da Suco Elétrico. Quer melhor companhia do que amigos pra passar esse dia? Que se dane se eu não tinha alguém me esperando em algum lugar com flores e com uma reserva em um restaurante interessante e bonitinho, onde ficaríamos nos encebando e rasgando seda até o final do dia.
Aí, termina o dia dos melosos. Finalmente!
No entanto, como se Deus (se é que ele existe) não pudesse ser sacana o suficiente, o que temos no dia 13 de junho? tcha-ram! Dia de Santo Antônio - o dia para não se perder todas as esperanças. HA-HA. Muito divertido. Depois de ver todo mundo se lambusando de amor, eu preciso ouvir TODAS AS PESSOAS falarem que "ainda há uma salvação! ainda há o pãozinho de Sto. Antônio!". Até o rádio foi infestado dessa coisa. Procissões são feitas - e nos trê turnos. Simpatias de virar o santo de mil maneiras e deixá-lo assim até que se encontre alguém. Simpatias de roubar nosso querido amigo G-ZUZ do santo e só devolver depois de achar o bofe ou a bofa - por favor, não me questionem sobre como eu sei desse tipo de coisa; seria vergonhoso demais admitir.
A questão é: favor nos deixar em paz. :D
Todos agradecemos a paciência.
domingo, 8 de junho de 2008
Como Virar Sua Mãe - Parte I
Talvez eles sejam um modelo e nós acabemos pegando alguns detalhes para sermos iguais. Talvez sempre sejamos presos aos nossos pais - assim como dizem que todas as mulheres procuram homens parecidos com seus pais e todos os homens, mulheres parecidas com suas mães. O caso é que, às vezes, essa constatação fica clara demais e todos já começam a perceber. Eu já virei a "mãe" do grupo, assim como sempre fui e até me orgulho um pouco disso - sem mim, talvez, eles se machucassem mais. Ou não. Talvez eles ficassem bem da mesma maneira e seja coisa da minha cabeça toda essa necessidade de ajudar e de cuidar. O fato é que eu gosto de exercer essa função na vida de todos. De querer ligar pra ver se o bebum chegou em casa inteiro e não se matou na volta de carro pra casa. De querer tirar todos os objetos cortantes de perto das pessoas que possam se machucar e/ou machucar outros. Só que, e aí chegamos num ponto crítico: não tem como fazer isso sempre. Por mais que eu tente, em algum momento eles estarão sozinhos e eu não vou poder ajudar. Em algum momento eles vão se machucar. Em algum momento eles vão bater o carro. E eu não vou poder ajudar. Não vou.
Não. Na verdade, eu vou poder ajudar sim. Nem que seja levando no hospital. :D
domingo, 1 de junho de 2008
passé composé
O garoto olhava o mundo como quem olha algo extremamente novo e incrível, como quem não tem medo do tempo que pode passar, como uma criança que não sabe o que a palavra “tempo” significa. Talvez nesse ponto todos nós tenhamos inveja desses garotos que levam a vida como nós levamos o nosso momento de calmaria, rodeados de tudo e sem o mínimo de intenção de nos mexermos. A dúvida que resta é muito simples: somos nós pessoas que vivem em função do passado? Seria o nosso futuro algo ligado ao que já aconteceu?
Confesso ter medo desse tipo de idéia. Confesso que me assusta a possibilidade de necessitarmos viver nossas vidas buscando o que o passado nos proporcionou. A cada conversa com amigos, a cada história contada de uma maneira divertida, lembrando a todos que o passado foi engraçado e que mudamos muito nesse ínterim, esse medo aumenta. No entanto, nos erguemos em nossos saltos, em nossas poses de Marlon Brando n'O Poderoso Chefão, na nossa segurança inventada. Acabamos por procurar na nossa vida boêmia uma razão para permanecermos discutindo nossa filosofia de bar, para continuarmos a tentar encontrar nos copos, nos rostos, nas multidões algo que nos faça único e que, ao mesmo tempo, nos faça igual a todos os outros. Sentamos em nossas casas, sozinhos, olhando para a janela, como se dela fosse surgir uma solução para o nosso marasmo. Abrimos um garrafa de vinho qualquer, servimos nossas taças como quem quer servir a sua taça de vida, de música, de emoções. Largamos nosso pessimismo momentaneamente e andamos em busca de uma luz que nos guie, que nos faça viver com a intensidade merecida. Nos jogamos nos braços de desconhecidos que nos convidam a dançar.
sábado, 31 de maio de 2008
Saindo sozinha
Em uma noite de sexta-feira, no Garagem Hermética, eu resolvi ser feliz e sair sozinha, só para poder transitar entre os núcleos de conhecidos. Cheguei cedo (23h) e fui direto pro bar, o que é o comum. Pouca gente, muito frio, casais se agarrando no meu lado e eu no bar, agarrada na minha cerveja quase congelada - de verdadinha. Não demorou muito pra alguém - uma menina - chegar no bar, ficar no meu lado e fazer a grande questão: "tu estás sozinha?". Eu disse que sim, com um aceno de cabeça. Aí começou toda a ladainha...
"Ah, mas senta com a gente. Eu já saí sozinha, é uma droga". Desde quando sair sozinha é um problema? Eu tenho ótimos momentos comigo mesma quando saio sozinha. Claro que, às vezes, perco as estribeiras. Mas, ah, é a vida, Hegel!
O caso é que estar sozinha numa sexta-feira à noite, num bar, não é um problema. Nem um pouco. Na verdade, eu confesso que em um momento eu tive vontade de ir para casa escrever, ler e fazer qualquer coisa que me esquentasse no frio. No entanto, seria uma noite cu em casa - e nada pode ser pior do que uma noite cu em casa. Nem sair sozinho.
Tomadas algumas cervejas - uns copos de "brinde" do barman, já que a cerveja tinha congelado e eu era a forma dele não precisar colocar a cerveja fora, estava eu, deslumbrante, feliz e reluzente andando nos meus mais novos saltos rumo à rua, querendo pegar um frio. Nesse momento acabou o tempo de estar sozinha. Logo chegam as pessoas, logo se rouba cerveja das pessoas, logo a pessoa se pega indo até o chão (mais conhecido como "marlonbrando até o chão") com mais dois amigos ao dançar Aerosmith, logo a pessoa se pega falando de Coco Chanel na rua com alguém com quem mal se trocou algumas palavras na vida. O mais estranho? No dia seguinte a pessoa se pega olhando pro celular e vendo que tinha dado o seu número pra alguém que nem conhecia e que essa pessoa ligou.
É, noites sozinha fazem bem a partir do momento que acaba a bobajada da pena sentida pelos outros por tu estares sozinha.
E, it's official: eu vou sair muito mais vezes sozinha. oh, yeah, i will!
Nada como uma cerveja no frio e pessoas novas.
segunda-feira, 17 de dezembro de 2007
Atrasos!
Durante inúmeras vezes, nós, mulheres, somos chamadas de diversos nomes sendo o mais comum "noiva", que serve para designar as possíveis razões para os nossos atrasos. Demoramos demais para nos arrumar, demoramos demais para escolher uma roupa, demoramos demais para sair dos nossos prédios... A questão é: e os homems? Não deveriam ser chamados de noivos da mesma maneira?
Na verdade esse "preconceito" não se restringe à atrasos, englobando fofocas, picuinhas e vingança. Essa mania de dizer que as mulheres são muito rancorosas, que são megeras e vivem falando - nesse contexto usado como eufemismo de "falando-mal-da-vida-alheia - está mais do que ultrapassado.
No entanto, retomando o assunto incial, os atrasos masculinos precedem o mais engraçado de toda a história: a desculpa para o atraso. Alguns são sinceros e lhe dizem que demoraram para chegar porque viram alguma coisa que lhes chamou a atenção e (como são bobos!) resolveram ficar mais um pouquinho. Foram ficando, ficando e perderam a hora. Do outro lado existem aqueles que não têm o mínimo de criatividade a acabam dizendo que o pneu do carro furou, que a tia da vó do namorado da vizinha morreu... enfim, nada que seja passível da nossa confiança. No geral, o que queremos é um pouco mais de respeito e uma singela mensagem avisando o atraso. Nada mais justo!