quarta-feira, 30 de julho de 2008

Deu a louca no cinema.


Eu estou de férias na casa dos meus pais e estou fazendo o ritual básico de férias por aqui: alugar todos os filmes que puder, quase um "coma tudo o que puder" (o que se aplica na casa da Vó). Como algumas locadoras são meio precárias em filmes (precisei ir pra capital pra conseguir o Laranja Mecânica quando eu tinha 14 anos e morava aqui no interior), a gente acaba é olhando nas prateleiras os títulos disponíveis e vemos o que parece interessar.


A atendente, meio impaciente, resolveu perguntar se eu precisava de ajuda. Eu respondi que não, que estava só vendo algum filme pra levar. Eis que ela resolveu me dizer que todos daquela fileira eram bons (um filme mais bizarro que o outro, mas tudo bem). Eu agradeci e acabei pegando o tipo clássico que me diverte: sátiras de filmes. A primeira vez que eu vi "Todo Mundo em Pânico 3", vi o Charlie Sheen se passando pelo Mel Gibson... G-ZUZ! COMO eu ri! Depois vi "Não É Mais Um Besteirol Americano" e "Não É Mais Uma Comédia Romântica". Todos interessantes. Baseado em todo esse background eu quis acreditar que "Deu a Louca Em Hollywood" era, no mínimo, razoavelmente bom. Resultado: não aguentei pouco mais de uma hora de filme - e me sinto muito vencedora por isso; minha mãe não aguentou nem 20 minutos.


O filme possui todos aqueles detalhes de enredo já vistos nos filmes que satirizam outros filmes, um elenco "conhecido" e um péssimo roteirista. O filme é tão ruim num aspecto geral que a menor das piadas que consegue um sucesso parece incrivelmente boa. Eles tiveram boas sacadas, mas nada fenomenal e que realmente faça com que valha a pena ver o filme inteiro. Eu, por exemplo, vou entregar sem ver todo. Tenho mais o que fazer (mentira, tô de bunda pra cima o dia todo, só quero reclamar mesmo!).

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Matanza @ Opinião, Porto Alegre – RS, 27 de julho de 2008

Eu esperei por uns dois anos pra poder ir num show do Matanza. Sempre acabava viajando e perdia os raros shows que eles fazem aqui. Dessa vez me programei, não podia perder mais um show.

A cada segundo que passava eu morria mais um pouco de ansiedade. O Matanza está, para mim, num alto patamar e ficar ansiosa não era bem uma novidade. Por volta das 9 e meia, eles entraram no palco e daí em diante foi só alegria.

Os caras tocaram todas que eu gosto, tocaram Johnny Cash e o pessoal se quebrava cada vez mais. Realmente, como diz o Jimmy, “toda noite é o mal pela raiz”. Só foi um pouco triste eles não terem tocado Mesa de Saloon. De resto, ouvimos todas as “de sempre”: Ela Roubou Meu Caminhão, Bom É Quando Faz Mal, Santa Madre Cassino... E naquela noite de chuva quase-torrencial a frase “bom de noite é ir pra rua/mesmo quando está chovendo” fez muito sentido.

Como sempre, o bom mesmo é o after. Dessa vez não foi diferente. O pessoal do “putavontadedeenlouquecer” se jogou pra dentro do Odisséia e só as fotos podem tentar explicar o estado impressionante no qual o povo ficou. Só posso agradecer à todo mundo pelas maravilhosas companhias, pelos viras de martelinho, pelas cevas, pelas risadas e por tudo mais.

Desse jeito é fácil começar a semana: domingueira com amigos, festerê e Matanza. Não quero mais nada nessa vida. Mentira, quero mais dessas.

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Bandas sem as quais eu não seria o que sou hoje.

Eu sou uma pessoa que não consegue sobreviver sem música, ouço música até pra tomar banho. Nada mais justo do que colocar a cabeça pra funcionar e eleger as bandas mais importantes pra minha formação atual organizadas pela idade que eu tinha quando comecei a ouvir.
Vamos lá! Preparem-se pras trasheiras que habitam esse ser que vos escreve. :P

0 - 5: Jovem Guarda.

Leno e Lilian.

Muito antes da Adriana Calcanhoto pensar em regravar "Devolva-me", quando eu estava no útero da minha mãe (talvez ainda fosse um óvulo não-fecundado) eu já ouvia esse pessoalzinho brasileiro que mais parecia fazer versões aportuguesadas de Beatles. Por mais que Leno e Lílian não sejam tão jovem guarda, era inevitável que meu pai me fizesse cantar noite e dia algumas músicas deles (pra quem não sabe, meu pai é praticamente um multi-instrumentista e por muitos anos tocou em festas, reuniões e chás da aeronáutica em Canoas. Em casa, a gente sempre ouvia muita música e, nos fins de semana, o pai tocava teclado e eu cantava os grandes sucessos da música nacional e internacional).

Renato e Seus Blue Caps.

Entra na mesma linha de Leno e Lilian, a diferença é que esses realmente faziam umas versões de Beatles. Até hoje eu canto com a banda do meu pai algumas músicas deles. Acho muito lindinhas, apesar de serem beeem simples. RSBC, pra mim, é a prova de que é possível fazer versões boas - coisa que creio ser muito complicado hoje em dia (depois de Mordidas de Amor, do Yahoo, como versão pra Love Bites do Def Leppard, eu tive sérios problemas pra sobreviver... mas esse é assunto pra um outro post).

5 anos, 1º marco importante: Revolver!

Eu lembro muito bem de um domingo super chuvoso, de um jogo do Grêmio (líder isolado! feitoria!) com o Botafogo (que ganhamos de 2 a 1). Eu e os meus pais fomos ao jogo de carro e, na volta, tinha tanta chuva e tanto fluxo de automóveis que preferimos ficar um tempo no carro e esperar grande parte do pessoal sair. Pois bem, foi nesse dia que meu pai colocou no CD-player o "HELP", dos Beatles. Minha vida estava começando a mudar. Algumas semanas depois, eu estava em casa de bobeira (no auge dos meus 5 anos). Resolvi abrir a gaveta de CDs dos meus pais e reconheci a grande fileira de CDs dos Beatles. Dei uma olhada em cada um deles e escolhi o Revolver. Acredito que não podia ter escolhido um CD melhor para ouvir. Até hoje é o meu favorito: eles estavam doidões, tinha voltado da índia e fizeram grandes músicas. A vida nunca mais foi a mesma depois desse CD!

5 - 10: MPB e Bossa e Frank Sinatra.

Toquinho, Belchior, Elis Regina, Gilberto Gil...

Nessa época da minha vida a minha formação musical tava ficando cada vez melhor. Graças a essa fase eu não tive o preconceito de que música brasileira é ruim. Até hoje eu me cago tentando tocar no violão algumas músicas que eu ouvia nessa época e não tem cristo que faça eu conseguir (sim, eu sou ruim, mas o que vale é a intenção). Se eu nunca tivesse ouvido essas pessoas (obrigada mãe e pai!), eu provavelmente não cantaria o que canto hoje em dia.

Tom Jobim, Vinícius de Moraes e Chico Buarque.

Sem esses eu definitivamente não seria ninguém. Tom Jobim era uma coisa inerente à minha pessoa, posto que me chamo Luísa e a mãe adorava me fazer ouvir a música "Luiza" (acho que já ouvi todas as regravações existentes). Vinícius sempre foi lindo e maravilhoso e escrevia coisas geniais. Mas o grande mérito é o Chico Buarque! Ele é o cara que compôs várias músicas que eu gostava e ouvia pela Nara Leão, dentre outros. O caso é que eu tinha um pouquinho de preconceito com ele. Eu achava ele "samba" demais. Ok, eu explico: eu tinha 10 anos, ouvia coisas mais "pesadas" e achava que samba não podia ser bom. Por isso que o mérito é do cara (e do meu pai, que me obrigou a sentar e ouvir um CD inteiro!). Depois de ouvir uma vez, nunca mais parei.

Frank Sinatra.

Aí entra o Tony Bennett e o Louis Armstrong também. Graças a esses dois, eu virei uma pessoa apaixonada por música clássica americana e pelos melhores do Jazz. Negócio vai bem além de "New York, New York". Vai pra "Foggy Day", "They Can't Take That Away From Me" e todas as músicas que tocam em filmes românticos que se passam em um natal/inverno em NYC.

10-15: Pop, Quebradeira, Farofada e Progressivo!

Michael Jackson.

Como boa guriazinha, eu ouvia música pop. Já fui apaixonada pelo Michael Jackson (época de quando ele era negrinho e "bonitinho" e fazia duetos com o Paul McCartney) e ainda tenho o CD "Bad" dele. Permaneço achando o cara genial até hoje, apesar de ignorar a fase branquelo-sem-nariz dele.

Pantera.

Ok, essa tá distoando muito das outras, mas se não fosse pelo Pantera eu nunca teria começado a ouvir todas essas bandas de trash que eu tanto amo. Na verdade, Pantera abriu minha mente pra coisas mais pesadas. Lembro da tristeza de todo mundo quando o Dimebag Darrell morreu, lembro das "festas" com o "Vulgar Display of Power" tocando a todo volume... Pantera foi praticamente a trilha sonora dos meus 15 anos.

Farofada!

É, como se não bastasse todo o glitter do Michael Jackson, eu adentrei o mundo do Hair Metal e do Hard Rock farofa. E tem mais: a-do-rei!
Foi a época em que a minha coluna mais sofreu: eu andava de salto agulha por ruas de pavimentação duvidosa (leia-se paralelepípedos irregulares), usava meia arrastão... só não tinha poodle-hair porque meu cabelo era comprido. Essa paixão toda fez com que eu e a minha tia tívessmos várias conversas sobre o Jon Bon Jovi ser o cara mais maravilhoso que já pisou na face da Terra (essa a Cler, do hitnarede.com, vai adorar!).

Genesis.

É, no auge dos 15 anos eu ganhei do meu tio um vinil do Genesis que, até hoje, é o meu favorito: Selling England By The Pound. Não troco esse álbum por nada, acho ele fantástico e até já virou dica musical lá no Faneinbox. Acho os caras geniais e praticamente dispensa apresentações. Era a banda do Phill Collins, fazia um som progressivo de primeira! Sem Genesis, não teria a base que tenho hoje pra progressivos fodas.

15-20: a fronteira final?

Bom, depois de tantas bandas computadas na playlist cerebral, eu ainda consegui incluir mais coisas.

Do Alternativo ao Indie.

Em alguns momentos da vida a gente se depara com coisas novas e boas. Isso aconteceu quando eu ouvi pela primeira vez Kings of Convenience. Bossa, indie, alternativo... tudo misturado (e muito bem misturado, diga-se de passagem!). É o que me acalma, me deixa feliz, me deixa com saudades. Depois disso veio La Rocca, Of Montreal, Bright Eyes... tanta coisa que eu nem sei se consigo enumerar. O grande agradecido dessa vez é o Rust, por ter me inserido completamente nesse mundo em uma época em que eu acreditava que Killers e Interpol eram a nata da coisa. Engano meu!

Progressivos brasileiros: é possível!

A Cor do Som não era uma novidade pra mim. A banda de apoio dos Novos Baianos era velha conhecida, a mãe sempre ouviu... só caiu no esquecimento pra voltar agora. O mais legal é mostrar pra mãe a música "Frutificar" (foda pra caralho!!) e ouvir ela dizer que adora essa música!
Tanto A Cor do Som, quanto Novos Baianos são a prova de que progressivo brasileiro tem qualidade e é mais do que possível, é necessário!

E agora, José?

Eis que eu chego mais perto dos 20 anos e me questiono: o que eu vou ouvir nas próximas décadas? No ressurgimento de B52's de uma maneira BEM decadente, eu tenho medo do que pode aparecer. No entanto, se eu puder permanecer ouvindo o que eu sempre ouvi, vai ser maravilhoso.

P.S.: Esse post ficou mais gigantesco do que eu pensei que ficaria. Muita gente ficou de fora dessa lista (Iron Maiden, Carl Perkins, Elvis, Johnny Cash, Blind Guardian...), mas se eu for ficar falando sobre todas as bandas que eu gosto, esse post nunca vai terminar.

sábado, 19 de julho de 2008

Comportamento de solteiro: lei universal?

Eu, como boa viciada (e crente total) em Sex & The City, me peguei pensando numa noite dessas sobre um tópico discutido durante um episódio (aquele em que a Carrie vai morar com o Aidan e reclama da falta de privacidade): comportamento de solteiro.

Esse tipo de comportamento consiste em fazer coisas que geralmente se faz quando está sozinho e que não tem muita explicação/sentido. Exemplo dado no programa: ouvir música ruim enquanto limpa a casa. Eu possuo esse comportamento. Quando era assinante de Tv a cabo (anos dourados!) e resolvia limpar a casa, eu sempre colocava em algum canal de áudio bem vergonhoso (tipo o de música latina ou algum que tivesse algo pop-velharia envolvido). Se alguém chegasse aqui em casa eu provavelmente colocaria num canal de rock internacional ou no de jazz pra ser mais cult. Típico single behavior! E, convenhamos, fazer faxina com trasheira 80's é a melhor coisa do mundo e é quase digno de uma vassoura sendo feita de microfone.

Além de tudo isso, tenho minha tarde e/ou noite dedicada completamente à minha bíblia (a Vogue - sim, sou bem mulherzinha!), tenho mania de dormir com o rádio ligado, de fumar um último cigarro na cama... coisas que provavelmente não faria se morasse com um cônjuge. Sei que isso parece be abobado, mas até que faz sentido. É como se esse tipo de comportamento fosse tão privado quato os nossos pensamentos.

Alguém tem algum comportamento de solteiro bizarro? Fiquei curiosa pra saber se a lei é universal mesmo.


P.S.: Depois de ter um tratamento intensivo na GIG ROCK pra descobrir bandas que são hype no momento, me deparei na MTV (sim, não tenho mais o que fazer) com uma música legalzita da banda The Ting Tings. Clássico eletrorock - nesse caso mais eletro do que rock -, quase um eletroindie (isso existe?). As músicas mais tocadas e mais "famosas" são meio enjoadinhas (ainda mais quando o Beco faz você enjoar delas), mas tem umas outras bem interessantes. Só conheço o CD de 2008, o "We Started Nothing" e é uma boa dica pra quem gosta dessas bandas modernosas.
Aliás, ver MTV, achar um clipe interessante e colocar o CD dos caras pra baixar é mais um comportamento de solteiro meu.

sexta-feira, 18 de julho de 2008

GIG ROCK: Décima (última. ufa!) Noite.

Muito bem, chegamos (finalmente!!!) à última noite da quinta edição da GIG ROCK. Foram 48 bandas tocando em 10 dias lá no Porão do Beco. Confiram no final do post o "Top 5 Momentos divertidos da GIG ROCK".

Aviso: a crítica da banda seguinte está comprometida com toques pessoais devido ao fato de eu conhecer um dos caras!


A Red so Deep é uma banda que eu queria ver há um bom tempo e não me decepcionei. Eles estavam lançando sei EP, o “As black furniture makes cat hair appear”, e fizeram um ótimo show. Talvez, caso se mechessem um pouco mais no palco, seria um show melhor ainda. No entanto, em questão de qualidade, não posso reclamar. Vocalizações bem impostas e timbragem legal são apenas duas das várias qualidades da ARSD. Até do clipe dos caras eu gostei!

Eu já havia estado presente em um show da Damn Laser Vampires, já tinha visto os caras no Drops RS da MTV e já tinha ouvido falar milhares de coisas deles - aparentemente eles estão bem importantes na cena. No entanto, como querem tocar psychobilly SEM UM BAIXO? Fiquei confusa com esse detalhe. No geral, eles são interessantes pelo apelo visual, diria até que são um tanto performáticos e corajosos (Cat Suit não é pra todos!), mas não são nada que marque uma vida.

A El Mato a Un Policia Motorizado era a outra banda estrangeira dando as caras pela GIG. Fazem um indie bem feitinho, com as suas influências (Yo La Tengo, Weezer, Jesus and Mary Chain) bem visíveis.

A Superguidis fechou a noite e o festival com uma apresentação (e discurso que, como eles mesmos disseram, parecia um jogral) do Vitor e do Iuri, alvos dos agradecimentos das 48 bandas que tocaram no festival. Eu nunca tinha visto nenhum show deles e percebi que eles eram mais "pesados" do que eu imaginava. Nessa hora era quase impossível se mecher na pista. Aparentemente, todo mundo foi para assistir ao show da Superguidis - que, por sinal, fez um ótimo show!



Balanço Geral da GIG ROCK:
- Muita ceva;
- Muita gente circulando;
- Grande companhia do Fanny;
- Bandas que eu queria ver: Severo em Marcha, Frank Jorge, Locomotores, Eu, Zé e os Cara, Disrupted Inc., Lautmusik, Identidade, A Red So Deep.
- Bandas que me surpreenderam: Supergatas, Redoma, Alcaphones, Grosseria, No Rest, Bandinha Di Dá Dó, Suptropicais, Fruet e os Cozinheiros.

Top 5 Momentos Bizarros:
1) A adoração da parte dos DJs por Strokes a ponto de tocar todas as noites duas músicas deles.
2) Carlinhos (da BideouBalde/Império da Lã) caindo e rasgando a calça durante o show, além de esquecer de letras - ok, essa eu não vi, mas o Fanny me contou e merecia estar em um Top 5.
3) Guitarristas COMPLETAMENTE fakes (ficadica: Poliéster!) tocando 2 acordes umas 3 vezes em uma música.
4) Guspidas (anônimo, fique sabendo que pode tanto "guspe" quanto "cuspe", ok?) de verveja de bandas so-called punk (tá mais pra rockstar wannabe).
5) Vendinha de livros/revistas que a Chicken's Call fez no cantinho da pista.


Bom, como as bandas agradeceram, eu também quero!
Obrigada Vitor, Iuri e Beco pela oportunidade.
E um beijo especialmente pra você, Xuxa!

quinta-feira, 17 de julho de 2008

GIG ROCK: Oitava noite.

Saindo diretaço do Ceva&Blogs 4 (que em breve será assunto de um post aqui no blog), rumei para o Porão do Beco ver a oitava noite da GIG ROCK que contou com as bandas Yanto Laitano, Andina, Identidade e Flutuantes.

Quando cheguei no Porão o Yanto Laitano já estava lá tocando seu teclado. Logo depois juntaram-se a ele um baixista e um baterista. O som me lembrou muito Fito Paez, mas tem qualidade.

Logo em seguida, a Andina subiu ao palco. Sinceramente, foi apenas mais uma banda indie que tocou na GIG ROCK (e olha que eu gosto de indie!). A única coisa que me chamou a atenção foi o fato de que os músicos aparentavam gostar de trocar de posições. Gostavam tanto que, numa determinada hora, haviam três guitarristas no palco. Achei meio excessivo isso, mas tudo bem.

A figurinha importante da noite era a Identidade. Eu tinha assistido um show de abertura deles pro Júpiter Maçã (não vamos comentar agora sobre esse cidadão, tudo em seu tempo!) no ano retrasado e foi muito perceptível a mudança da banda daquela época para agora. Isso sem falar no público: um bando de guriazinhas vestidas como se tivessem recém saído dos anos 60 (vestidinhos, fitas e tudo mais), que acreditavam dançar muito bem e que olhavam com uma cara de admiração para o palco que até eu me impressionei. Na minha primeira vez com a Identidade as pessoas queria era ver o Júpiter, não me lembro de ter muita gente na frente do palco cantando. Sem dúvida, a banda cresceu muito de lá pra cá, tem músicas interessantes e é ouvível, mas não em demasia.

Fechando a noite, a Flutuantes confirmou o que eu já tinha visto em um outro show deles há um tempinho atrás: eles têm qualidade, têm presença de palco e as músicas são muito boas. Uma pena terem sido ofuscados um pouco pela Identidade. Até em votação pra representar o Brasil num festival independente na gringolândia os caras estão presentes. No mínimo uma visitinha no MySpace deles tem de rolar!

P.S.: Não me fiz presente no sábado, mas tudo pode ser encontrado no FaneInBox.

GIG ROCK: Sétima Noite.

A Reverso Revolver foi a primeira banda a subir no palco e mais uma banda que fez com que todos nós detestássemos mais ainda Strokes (eles eram muito parecidos). Sinceramente, Strokes é legalzito, mas ouvir TODAS AS NOITES duas músicas deles é meio demais. Os caras são bons, mas são mais uma banda a soar tipo Strokes.

Eu estava há tempos querendo ver um show da Fruet e os Cozinheiros e a GIG ROCK parecia ser a melhor oportunidade. Os caras tem ótimas composições, um som meio peculiar e fazem um ótimo show. Eu confesso ser fã de misturebas sonoras. Claro que sempre há uma possibilidade de sair uma porcaria, mas, quando se sabe misturar (como é o caso do Fruet) a tendência é surgir algo muito interessante.

No dia em que fui pr Cabaret do Beco ver o Will Sergeant discotecar, eu fiquei sabendo que a banda de uma das djs do lugar ia tocar na GIG ROCK. Como eu estava achando interessante a discotecagem dela, fiquei curiosa para ouvir a banda - Lautmusik. O palco foi superlotado de pedais de efeito (até a vocalista tinha um pedal de reverb) para tocar um rock alternativo 90's... basicamente Siouxsie and The Banshees. O som estava realmente muito embolado e tinha uma guitarra que, a todo momento, dava sinal de vida. A banda é ótima quando se ouve uma gravação. Eles são maravilhosos, com músicas geniais. Já ao vivo, o negócio perde a qualidade e eu quero crer que isso ocorre devido à falta de estrutura pra todo esse reverb.

No momento seguinte eu tive um déjà-vu. A Planondas ia tocar DE NOVO? Ah, não, era a Space Rave, só os "frontmen" eram os mesmos (o guitarrista e a baixista da Planondas). Se eu tinha gostado da Planondas, eu não aguentei muito bem a Space Rave. Ok, ou estou ficando velha ou a banda é MUITO gritada. Eles não são ruins, só não me agradam.

A banda que fechou a noite foi a Subtropicais. Era mais uma banda que figurava a lista "bandas que eu quero ver!". E, de fato, foi um ótimo show. O baixista também esteve tocando com a Fruet e os Cozinheiros, e talvez isso dê uma semelhança entre as bandas - a diferença é que os Subtropicais têm mais brasilidade, mais percussão. Sem dúvidas, o show não decepcionou. Na verdade, tive até uma melhor impressão do que tive quando ouvi o MySpace deles.